A Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) é uma organização intergovernamental que reúne os oito países amazônicos — Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.
Unidos pelo Tratado de Cooperação Amazônica, trabalhamos para fortalecer a cooperação regional e promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia e o bem-estar de seus povos.
Nossa história
Tudo começou em 1978, com a assinatura do Tratado de Cooperação Amazônica — o primeiro acordo internacional voltado à proteção e ao desenvolvimento conjunto da Amazônia.
Em 1998, o Tratado se fortaleceu institucionalmente com a criação da OTCA, marcando uma nova etapa de cooperação regional.
Desde 2003, nossa Secretaria Permanente, com sede em Brasília, coordena ações regionais e dá vida aos compromissos assumidos pelos países.
Desde então, a Organização tem evoluído com novos mandatos políticos, reafirmados nas Declarações de Belém (2023) e Bogotá (2025), que consolidam a OTCA como plataforma permanente de ação conjunta para a Amazônia.
Nossa trajetória
Missão
Promover a cooperação, a integração e o desenvolvimento sustentável entre os oito países amazônicos, fortalecendo a gestão compartilhada da região e garantindo o equilíbrio entre conservação, desenvolvimento e inclusão social.
Visão
Ser o principal espaço de coordenação política e cooperação técnica da Amazônia, reconhecido por sua capacidade de articular políticas, gerar conhecimento e promover ações conjuntas que garantam uma Amazônia sustentável, justa e próspera para todos os seus povos.
Governança
A governança da OTCA é fundamentada no Tratado de Cooperação Amazônica (TCA) e opera sob princípios de consenso, coordenação permanente e ação conjunta entre os oito Países Membros. A Secretaria Permanente da OTCA planeja e executa suas atividades em diálogo contínuo com os Países Membros.
A Reunião dos Ministros das Relações Exteriores
Instância máxima de decisão. Define diretrizes políticas, prioridades regionais e mandatos conjuntos.
Exibir documentos
O Conselho de Cooperação Amazônica (CCA)
Formado por representantes diplomáticos. Supervisiona a aplicação das decisões ministeriais e coordena a cooperação entre os Países Membros.
A Comissão de Coordenação do Conselho de Cooperação Amazônica (CCOOR)
Instância técnico-operacional composta por representantes designados pelos países. Acompanha a implementação de programas, projetos e mandatos regionais.
As Comissões Nacionais Permanentes (CNPs)
Executam, em cada País Membro, as decisões adotadas pela Organização. Atuam sob a orientação dos Ministérios das Relações Exteriores e coordenam as instituições nacionais responsáveis pelo desenvolvimento e pela cooperação na Amazônia.
Reuniões de Presidentes dos Países Amazônicos
Não constitui uma instância formal do Tratado, mas consolidou-se como um fórum político essencial. É um espaço de alto nível que promove o diálogo sobre interesses comuns, o intercâmbio de visões sobre desafios regionais e a construção de consensos para orientar políticas e estratégias conjuntas para a Amazônia.
Ao longo do tempo, essas reuniões marcaram momentos importantes:
I Reunião (Manaus, 1989)
debateu o futuro da cooperação e a proteção do patrimônio amazônico.
II Reunião (Manaus, 1992)
preparação conjunta para a Rio 92.
III Reunião (Manaus, 2009)
foco em mudanças climáticas e apoio à gestão da Secretaria Permanente.
IV Cúpula (Belém, 2023)
aprovação da Declaração de Belém, reforçando a OTCA como mecanismo central de cooperação regional.
V Cúpula (Bogotá, 2025)
adoção da Declaração de Bogotá, que reafirmou a integração amazônica.
Governança Amazônica pelos novos mandatos
O modelo de governança da OTCA é baseado na cooperação respeitando a soberania dos países amazônicos e promovendo ações coordenadas em favor da região.
Essa governança foi fortalecida pelos mandatos políticos definidos nas Declarações de Belém e de Bogotá, que ampliaram o papel da OTCA como plataforma regional de coordenação, diálogo político e cooperação técnica.
Por meio dessa estrutura, a OTCA atua para implementar mandatos políticos, fortalecer capacidades nacionais e consolidar uma gestão sustentável para a região.
Países membros
A OTCA reúne oito países amazônicos — Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela — unidos pelo compromisso de proteger a Amazônia e promover o desenvolvimento sustentável da região.
Esses países compartilham o maior bioma tropical do planeta, que abriga mais de 50 milhões de pessoas e concentra cerca de 20% da água doce do mundo. São mais de 7,5 milhões de km² de floresta, com uma diversidade única de povos, culturas e ecossistemas que sustentam a vida e o equilíbrio climático global.
Acesse os conteúdos abaixo e saiba mais sobre os países membros da OTCA
Nossos parceiros
A força da OTCA está na cooperação.
Trabalhamos com governos, bancos de desenvolvimento, agências internacionais e instituições científicas que compartilham o mesmo propósito: um futuro sustentável para a Amazônia e seus povos.
Equipe da OTCA
Secretário-Geral
Martín Von Hildebrand
Secretário-Geral
Passou as últimas cinco décadas acompanhando comunidades indígenas da Amazônia colombiana. Durante esse tempo, foi peça chave para obter o reconhecimento dos direitos das comunidades indígenas na Constituição Nacional, incluindo a propriedade coletiva de suas terras e o livre desenvolvimento de seus governos.
Atualmente, essas comunidades possuem 26 milhões de hectares contínuos na floresta amazônica; seus direitos foram reconhecidos e muitos de seus governos foram estabelecidos.
Atualmente, Martín, junto com ONGs, organizações indígenas, sociedade civil, governos e empresas privadas, está coordenando a proteção da maior faixa de florestas tropicais do planeta (a parte norte da Amazônia entre os Andes e o Atlântico, 260 milhões de hectares).
É etnólogo, doutor pela Universidade de Paris VII, fundador e atual presidente da Fundação Gaia Amazonas. Foi premiado com uma dúzia de prêmios internacionais, como o The Right Livelihood Award, Talberg Award, The Golden Arc Award, o prêmio presidencial especial da Irlanda para os irlandeses no exterior e o Prêmio Nacional de Meio Ambiente.
Diretoras
Vanessa Grazziotin
Diretora Executiva
Com uma notável carreira parlamentar de três décadas, de 1989 a 2019, Vanessa Grazziotin é reconhecida como uma das raras mulheres brasileiras com extensa experiência nesse campo. Além de sua atuação como Senadora da República pelo Amazonas (2011/2019), ela ocupou o cargo de Deputada Federal por três mandatos (1999/2011) e Vereadora de Manaus por três mandatos (1989/1999).
Ao longo de sua trajetória política, construiu uma sólida reputação, especialmente no estado do Amazonas, recebendo reconhecimento nacional por suas contribuições.
Além de sua sólida formação acadêmica, desenvolveu habilidades de liderança e gestão, demonstradas em sua atuação como presidente de diversas comissões, tanto no Senado Federal quanto na Câmara de Deputados, incluindo a Comissão Mista de Mudanças Climáticas e a Comissão da Amazônia e Desenvolvimento Regional. Sua liderança também se estendeu ao Parlamento Latino Americano, onde presidiu o Grupo brasileiro.
Ao longo de sua carreira participou e organizou conferências e missões no exterior e no Brasil, com foco especial em questões ambientais, da Amazônia e de equidade de gênero. Seu compromisso com a cooperação internacional e a busca por soluções inovadoras em políticas públicas a tornaram uma figura respeitada tanto nacional quanto internacionalmente.
Edith Paredes
Diretora Administrativa
É uma profissional equatoriana comprometida e altamente qualificada, com uma destacada trajetória no campo da cooperação internacional e gerenciamento de projetos sociais. Sua experiência de trabalho inclui papéis-chave em projetos nacionais, colaborando com organizações como ACNUR, OIM, OIT, PNUD e UNICEF, além de governos e ONGs. Destaca-se por sua habilidade na elaboração de orçamentos, acompanhamento da execução orçamentária e promoção da inclusão de temas socioeconômicos na agenda governamental. Sua participação ativa em mesas de trabalho contribuiu para o design e implementação de atividades para fortalecer meios de vida em comunidades vulneráveis, e ela liderou estratégias de comunicação externa para facilitar a ligação com diversas partes interessadas.