O Banco Mundial está colaborando com o Observatório Regional Amazônico (ORA/OTCA) para ampliar o uso estratégico de dados e análises geoespaciais na região amazônica. Como parte dessa cooperação, a especialista em dados Isabel Ramos, do GeoLab do Banco Mundial, realiza uma visita de duas semanas ao Observatório para compartilhar metodologias e boas práticas desenvolvidas pela instituição internacional.
Esta cooperação se insere na atuação do Banco Mundial como propulsor de soluções baseadas em inteligência artificial para facilitar a análise de imagens e bases geoespaciais. O objetivo é permitir que usuários obtenham diagnósticos e interpretações a partir de perguntas simples, sem necessidade de conhecimentos técnicos avançados.
A visita atual é decorrente do ORAthon realizado em agosto de 2025, na sede da OTCA, em Brasília. O nome é uma referência aos eventos intensivos do tipo hackathon, no qual especialistas de diferentes áreas colaboram para desenvolver soluções inovadoras na área de tecnologia. Na ocasião, o ORAthon reuniu especialistas de diferentes áreas para explorar o uso de dados e tecnologias digitais aplicadas à Amazônia. Agora, o foco é aprofundar a cooperação e adaptar experiências do Banco Mundial às necessidades do Observatório.
Durante as duas semanas no ORA, Torres trabalhará com a equipe técnica para discutir caminhos que permitam consolidar o observatório como um centro regional de inteligência baseada em dados.
“A ideia é transferir boas práticas e apoiar o desenvolvimento de algo semelhante no ORA, adaptado às necessidades da região, para que o Observatório possa servir como um centro de inteligência para a Amazônia”, afirmou.
Potencial do ORA
Para a especialista, o Observatório Regional Amazônico já demonstra avanços importantes, especialmente na definição de sua visão estratégica e na formação de uma equipe qualificada.
“A visão do que o ORA precisa ser, está clara e vem se fortalecendo. Também há muito talento na equipe, com grande motivação e capacidade técnica”, avaliou.
Ela destaca que, embora os desafios sejam significativos diante da dimensão da agenda amazônica, parcerias institucionais, financiamento e cooperação técnica podem acelerar a consolidação do observatório.
Cooperação GeoLab e ORA
A plataforma GeoLab do Banco Mundial integra diferentes bases de dados, sobretudo as públicas, e permite transformar informação geoespacial em inteligência útil para a tomada de decisão.
“O laboratório reúne análises e dados geoespaciais que ajudam a entender o contexto social, ambiental e de riscos. A ideia é colocar essas informações à disposição dos usuários para apoiar decisões mais informadas”, explicou Ramos.
Para Arnaldo Carneiro, coordenador do ORA, o alinhamento estratégico entre OTCA e o Banco Mundial fortalece o ORA como plataforma de inteligência territorial voltada à prevenção de riscos climáticos, incêndios e desmatamento. “A parceria entre o ORA e o GeoLab do Banco Mundial consolida uma agenda de inovação aplicada à governança socioambiental amazônica, integrando dados de satélite, modelagem preditiva e interoperabilidade regional em uma arquitetura digital original com soluções escaláveis”, complementa o coordenador.



