O presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, visitou nesta quinta-feira (11) o Observatório Regional Amazônico (ORA), plataforma da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) dedicada ao monitoramento da Amazônia e ao fortalecimento da cooperação regional.

Equipe da OTCA com presidente do Lula e autoridades. Foto Ricardo Stuckert/PR.

Acompanhado por ministros e autoridades federais, o presidente conheceu as ferramentas de monitoramento e inteligência territorial desenvolvidas pela OTCA para apoiar a gestão sustentável da Amazônia e fortalecer a cooperação entre os oito países amazônicos. Durante a visita, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação do Brasil (MCTI), apresentaram os dados mais recentes sobre avanços alcançados na redução do desmatamento na Amazônia brasileira e no Cerrado.

Lula acompanhou uma apresentação do especialista técnico Maycon Castro da OTCA, sobre os módulos temáticos do ORA nos temas de recursos hídricos, fogo, desmatamento e biodiversidade do ORA, que abrangem os oito países membros da organização.

Durante a visita, o presidente destacou a relevância estratégica da OTCA como espaço de articulação regional e lembrou os avanços impulsionados a partir da Cúpula da Amazônia realizada em Belém, em 2023. “Depois do encontro que fizemos em Belém, resolvemos que, se temos uma instituição que representa todos os países amazônicos, temos a responsabilidade de fortalecê-la”, afirmou.

Lula também ressaltou o compromisso do governo brasileiro com a agenda ambiental e a meta de alcançar o desmatamento zero até 2030.

O secretário-geral da OTCA, Martin von Hildebrand, destacou que o principal diferencial da organização é permitir que os países amazônicos atuem de forma coordenada diante de desafios compartilhados, transformando dados e conhecimento científico em ações concretas de cooperação.

Von Hildebrand enfatizou que a conservação da Amazônia é fundamental para a segurança hídrica, energética e alimentar de toda a América do Sul. “A Amazônia não é um tema distante. A água que bebemos e grande parte da produção de alimentos da América do Sul dependem dos processos ecológicos da floresta. Por isso, cuidar da Amazônia é uma responsabilidade compartilhada por todos os países da região”, destacou o secretário.

Amazônia brasileira registra menor desmatamento dos últimos anos

Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio de dados de desmatamento na Amazônia e no Cerrado, no Auditório da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) – Brasília – DF. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Dados recentes do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) mostram uma queda significativa do desmatamento no Cerrado e na Amazônia brasileira. Este último acompanham os dados de toda a região amazônica, conforme já noticiado pela OTCA. Na Amazônia brasileira houve redução de 61,4% de áreas desmatadas em comparação a maio de 2025. A maior redução da série na região.

No Cerrado, foi registrada uma redução de 12,2% em relação a maio de 2025.

Segundo André Lima, Secretário Extraordinário de Controle de Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, os resultados reforçam os avanços obtidos pelas políticas de controle e monitoramento ambiental e o compromisso de alcançar o desmatamento zero até 2030. Lula destacou que a meta foi estabelecida pelo próprio governo brasileiro e reafirmou a importância do monitoramento contínuo e da cooperação regional para a conservação da Amazônia.

Participaram da visita, representando os países membros da OTCA, os embaixadores do Brasil, Peru, Suriname e Venezuela, além do encarregado de negócios da Bolívia e do ministro-conselheiro da Colômbia. Pelo governo brasileiro, estiveram presentes o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e sua equipe, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e sua equipe, além dos presidentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), bem como representantes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Da esquerda para direita: Jair Schmitt (presidente do IBAMA), Mauro Pires (presidente do ICMBio), André Lima (MMA), Luciana Santos (Ministra do MCTI), Martin von Hildebrand (Secretario da OTCA), João Capobianco (Ministro do MMA) e Claudio Almeida (INPE). Foto: Maycon Castro/OTCA.