Brasília, 9 de agosto de 2026. No Dia Internacional dos Povos Indígenas, a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) reafirma seu compromisso com a proteção dos direitos, territórios, culturas, conhecimentos e modos de vida dos Povos Indígenas Amazônicos, bem como com sua participação plena e efetiva nos processos de cooperação e governança da Amazônia.
Os Povos Indígenas mantêm uma relação milenar com seus territórios e desempenham um papel fundamental na proteção da biodiversidade, na conservação das florestas e na construção de sociedades sustentáveis e resilientes. Suas línguas, culturas, sistemas de organização e conhecimentos tradicionais e ancestrais constituem um patrimônio essencial para a região amazônica e para o mundo.
O reconhecimento internacional de seus direitos resulta de um longo processo de reivindicação e participação. Em 1994, a Assembleia Geral das Nações Unidas instituiu o dia 9 de agosto como o Dia Internacional dos Povos Indígenas, por meio da Resolução 49/214. A data recorda a primeira reunião do Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Populações Indígenas, realizada em 9 de agosto de 1982, em Genebra, Suíça.
O tema escolhido este ano pelas Nações Unidas, “Honrar as parteiras indígenas: salvaguardar a vida e o bem-estar”, destaca sua contribuição essencial para os cuidados com a saúde, a proteção da vida e a transmissão de conhecimentos ancestrais.
No âmbito dessa celebração, a OTCA estende esse reconhecimento às mulheres indígenas, cujo papel é fundamental para preservar as culturas, fortalecer o bem-estar de suas comunidades e manter vivos os conhecimentos vinculados a seus territórios.
Diálogo intercultural
No âmbito da cooperação regional, a criação do Mecanismo Amazônico dos Povos Indígenas (MAPI), aprovado pelos oito Países-Membros da OTCA, representa um marco para o fortalecimento do diálogo intercultural. O Mecanismo estabelece um espaço permanente de diálogo, articulação e cooperação entre os governos e os Povos Indígenas Amazônicos, reconhecendo-os como atores fundamentais da governança e do desenvolvimento sustentável da região.
A Organização continuará trabalhando com seus oito Países-Membros e os Povos Indígenas para consolidar uma Amazônia na qual os direitos coletivos, a participação, a diversidade cultural e os diferentes sistemas de conhecimento sejam pilares de uma governança sustentável e intercultural.
Foto: Mulheres Waorani. Foto: Yasuni Waorani, licenciada sob CC BY-NC-SA 2.0.



